segunda-feira, 17 de setembro de 2012

ραℓανяαѕ, ραℓανяαѕ...


Querida pessoa que eu tanto amava…

Espero que estejas bem. Que um dia sejas feliz, que tenhas sempre amigos e que ninguém te odeie. Eu não te odeio. Também não te amo. Tenho um vazio no lugar do meu sentimento por ti. Talvez seja bom, talvez mau , não sei. Espero que um dia me dês as respostas que procuro, que eu saiba o que causou o fim. Espero também que nesse dia eu esteja igualmente bem, feliz e que tu vejas que superei a tua ausência. A tua ausência doeu, magoou, mas não dói mais. Quando alguém diz o teu nome eu apenas penso na pessoa que conheci, não em ti hoje. E esse pensamento dura cerca de 2 segundos, até ao momento em que eu me rio e lembro-me que sou tão mais feliz agora. Se eu tivesse de dizer que não sinto completamente a tua falta, estaria a mentir. Sinto. Ás vezes, quando estou prestes a adormecer, em dias cansativos, penso no mesmo em que pensava há uns meses, mas depressa me lembro que me tornei uma sobrevivente graças ao que aconteceu e que só tenho de continuar a lutar e a sorrir. Derramei lágrimas por ti. Sei que não vales nenhuma delas. Podias ter tido tudo, podíamos ter tudo, ambos acabámos sozinhos e sem nada. Não me importo que haja a próxima para ti. Ao contrário do que sempre pensei, não terei pena por mim, mas pena dela. Tenho medo que lhe faças o mesmo.
Espero que um dia entendas que faria tudo por ti, por nós, mas que agora faço tudo por mim. Quero que saibas que esperei por muito tempo que um dia aparecesses à minha porta e eu pudesse ir a correr ter contigo, abraçar-te e ter aquela sensação de nunca te querer largar. E esperei por perder esse sentimento, e vou perdendo pelo caminho. Já me pareceu ver-te na rua… sei que congelei, e que se fosse hoje provavelmente viraria costas e sorriria. Não quero que sintas a minha falta, nem que voltes. Porque fizesses o que fizesses eu ia ter sempre ter estes 54 dias na minha cabeça…
Ao perder-te, perdemos tu e eu. Eu, porque eras o que eu mais amava, e tu porque eu era a pessoa que mais te amava. Mas, de entre nós dois, quem mais perde és tu, porque eu posso amar alguém mais do que te amei a ti, mas tenho certeza que mais ninguém te amará como eu amei. Não há ninguém que vá chorar por ti tanto como eu chorei. E acredita, não chorei de fraqueza porque não sou fraca. Chorei de saudade, saudade daquilo que julgava termos. Não acabou por falta de saberes o que sou, pelo contrário, mostrei o meu mundo inteiro, e pensava também conhecer o teu, mas enganei-me. Não me arrependo de te ter conhecido, o tempo passado contigo foi uma lição. Aprendi que nem sempre se pode confiar em “amo-te” e que nunca se brinca com o mesmo brinquedo a infância inteira. És passado, nada mais que passado. E hoje de manhã acordei e sorri. E sabia que hoje ia ser um dia bom. E foi um dia excelente, mesmo sem te ver, mesmo sem saber de ti .






sexta-feira, 10 de agosto de 2012

ℓ-ι-f-є


Nascemos. Vivemos. Morremos.

 É assim que funciona. E na parte de viver temos a dor. Ela nunca desaparece. Nunca diminui. Simplesmente esquecemo-nos dela ás vezes. Tentamos transformar o mundo para que não doa tanto, e sabes… Ela ainda aumenta mais. Não podemos viver sem dor assim como não podemos viver sem amor. Considero isto um equilíbrio no mundo, como o bem e o mal, a luz e a escuridão. Tudo tem o seu preço, tudo tem o seu oposto. Tudo muda, tudo avança, nada pára. E sabes aquela pessoa que se agarra sempre ao passado? Acaba por perder muito… portanto cuida dela. Se um dia sentires falta de alguém, diz-lhe. Não fiques à espera que o tempo passe. Talvez essas palavras façam realmente diferença. Nunca percas a esperança. Continua a acreditar, mesmo que tudo esteja contra ti. Nunca deixes de sonhar, cantar alto e dançar quando ninguém vê. Não deixes de sorrir, amar, desejar, porque tudo isso é viver. Comparado com o que podes ter, a dor é apenas um pequeno preço a pagar. Um dia vai acabar por chegar aquela pessoa que vai valer cada lágrima que choraste, todas as vezes que te desmoronaste e que te partiste em pedaços enquanto soluçavas sozinha. E essa pessoa nunca te vai deixar ir, porque vai compreender o que significas. Vai apoiar o teu coração, conquistar o teu mundo, e fazer-te feliz. Mas talvez… talvez não seja para sempre. 
O mundo gira depressa, por isso não nos devemos agarrar… Devemos deixar-nos ir, descontrolar-nos quando o devermos fazer. Devemos ser livres como pássaros e voar. 

Stay Strong*

terça-feira, 24 de julho de 2012

ηãσ τє cσηнєçσ...


Não te conheço.
Apenas sei o teu nome, assim como tu sabes o meu.
Nenhum de nós se conhece.
Nunca senti o calor do teu abraço ou o teu cheiro. Nunca te vi, nunca te toquei. Nunca me viste, não sabes o som da minha voz nem a cor exacta dos meus olhos.
O mais incrível é a maneira estúpida em como eu ainda olho para todo o lado à tua espera. À tua procura. Porque incrivelmente ainda tenho esperança. Esperança essa que diminui de dia para dia, até , num certo momento nesta cronologia, já nada restar.
Nunca me viste sorrir, nunca te vi caminhar.
Estou ciente da tua existência, da tua presença muda que partilhas comigo por breves momentos na tua mente. Então finges que nada muda. E eu finjo que para mim tudo é igual.
Ambos construímos uma vida baseada em sonhos vazios. Em escombros do passado, teus e meus. E ás vezes penso em nós, sabes? Vejo-nos sentados no meu sofá, a rir. Vejo-nos juntos a passear. Vejo-te antes de fechar os olhos quando adormeço. Por breves segundos, gosto de fingir que lá estás a abraçar-me. Impede que eu me sinta tão só, tão vazia, no único momento que tenho só para mim. No entanto, sei que não é real… Sei que somos existências separadas, na ilusão de um para sempre que nunca chegará. O mundo não nos conhece aos dois e não somos donos de nada. Estamos separados por montes, vales, estrelas e casas. Quilómetros, milhas, metros, horas de viagem.

Não me conheces. Eu não te conheço.
E talvez nunca venhamos a conhecer-nos.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

∂αγѕ

Há dias em que simplesmente não consigo sorrir. Os dias de chuva não têm de ser tristes, mas dias de gelo no coração não são dos melhores. Há dias em que não choro, porque as lágrimas valem demais para assuntos que o vento leva e que rodopiam em seu redor. Há dias em que sinto que o meu coração não bate, e que tudo vai ser pior do que aquilo que já é. E no fim dos meus dias, olho para trás e vejo o que já foi. Vejo-te, vejo o mundo. Vejo como o mundo é teu e tu dele, e a maneira como as coisas flutuam em redor desse mundo que tudo constrói e tudo destrói. E a vida, essa, passa lentamente, e tão rapidamente por vezes que num piscar tudo muda. E pensamos nas escolhas, nas mudanças, nas tentações que ultrapassámos. Nas lágrimas que chorámos, sorrisos que sorrimos, abraços que demos, canções que cantámos...
A vida é feita de olhar para o passado e aprender com ele, e ás vezes até mesmo esquecer tudo e construir um novo futuro, não com quem um dia amamos mas com quem na verdade nos faz bem.  O passado e o presente vão um dia fazer o futuro, e temos de admitir a nós mesmos que se não os tivéssemos não poderíamos ser felizes um dia.  Lembro-me do amor que senti por ti. Lembro-me de como o mundo passou por nós, de como a vida nos separou de modo tão inteligente, e de maneira tão dura. Não vou esconder que  sinto falta do que um dia houve em mim, nem vou esconder que apanhei as memórias todas e as gravei no meu peito, como uma lição, como força para o futuro...



I have died everyday waiting for you
Darling don't be afraid I have loved you
For a thousand years
I'll love you for a thousand more

And all along I believed I would find you
Time has brought your heart to me
I have loved you for a thousand years
I love you for a thousand more


α ∂яσgα ιιι - α яєαвιℓιταçãσ ∂α gυєяяєιяα (αвя. )


Minha droga, neste último mês desapeguei-me de ti enquanto vício. Relembrei-te dentro da minha alma como uma lição a aprender. Quanto mais negasse o que eras, mais desejo sentiria pelas injecções diárias e frias que me proporcionavas. Depois de tantos meses a sentir-te percorrer o meu corpo, soube que estava na altura de arranjar um novo vício. Bem, não totalmente um vício, mas algo que me sustentasse sem ti. E esse algo sustentou-me. Poupou a minha alma ao desgosto de não te ter. Cobriu a ferida enorme que deixaste no meu peito e que agora se refez. Foi como o arco-íris depois de um furacão. Tu sim, foste o furacão da minha vida, o que mais me abalou e confundiu os sentimentos neste coração já tão partido e merecedor de dó. E o quanto eu amava sentir-te correr pelas minhas veias, mudou. Percebi que viveria sem ti, sem a minha dependência. Percebi que também tu, minha droga doce, viverias sem a minha dependência de ti. E aos poucos fui-te deixando na gaveta, na seringa que tu tanto amas, na qual aprisionas todo o teu poder, e vida e saudade. Nada voltará a ser como foi antes de ti. Como poderia? Falo no passado mas nada garante que a nossa separação seja eterna. Foste tu que ao longo de meses de sofrimento me conseguiste ainda assim levar para longe da escuridão. Porque eu achava que não eras a escuridão. Eras o bem e o mal numa só figura. E tantas vezes chorei por ti, pelo vício, por sentir o teu cheiro no ar e a tua presença por perto? Quantas vezes, minha droga, evitei estar perto do mundo apenas porque coexistias no mesmo corpo que eu? Voei contigo presa na minha alma, cedi ao vício doentio que me fazia querer que corresses pelas minhas veias. Fui fraca chorei. Mas por chorar também fui forte, quando não podia mais com a minha ligação a ti e tentava despedaçar contra a parede dura e fria.
E agora acabou… E sabe tão bem respirar de novo. E sabe tão bem viver, cantar, sorrir, sentir a vida em mim, a vida livre, sem ti, sem a tua presença, e sentir que o meu coração poderia bater mesmo sem ti. Acredita, eu só precisava de uma oportunidade para deixar… Tive, deixei. E agora vivo, não para sempre, mas por um longo período sem ti, para melhorar o que deixaste partido, para curar as cicatrizes das nossas feridas, e aprender a ser eu de novo. 




sábado, 21 de julho de 2012

ρяσcυяσ-τє...






Neste momento coisas de que eu tanto gostava estavam a tornar-se um peso. Uma obrigação. O vazio ficava em lugar da importância que outrora todas aquelas coisas tinham tido para mim. As coisas mudam, as pessoas mudam. Estamos sentados numa cadeira e o tempo faz com que à nossa volta tudo mude. As memórias, essas, ficam guardadas em pedaços selados da minha mente. Partes essas onde um dia eu te guardei, onde secretamente te visitava todas as noites antes do sono profundo tomar conta de mim. E ainda agora eu te via na minha mente, lembrando-me de pequenas lições e de grandes feitos num pequeno coração. No meio de tanta coisa que esqueci no passado, vieram à mente conversas à chuva, desabafos escondidos e murmurados ao vento. Lembrei de como a caneta deslizava pelo papel, querendo ocupar sempre mais e mais espaço, entre pensamentos confusos de uma mente abalada pelas memórias. Agora escrevi tudo num papel e talvez o enterre. Talvez, tal como fiz com aquele papel perfumado, encerre um capítulo. Tanta coisa mudou em segundos. A importância do mundo era relativa comparada a sentir os teus lábios movimentarem-se contra os meus, algo que eu jamais sentirei… Algo que deixei de acreditar ser possível. Não devido a sentimentos vazios, porque o nosso copo não era meio vazio, era meio cheio. Éramos nós meu amor, e as nossas lembranças. E veio uma onda do mar e lavou a minha alma, ficando apenas a realidade dos nossos actos onde o carinho um dia teve lugar. Onde a mente se organizava a si mesma… Onde o que ontem foi e hoje já não é. Talvez ninguém entenda o que sinto, mas eu queria saber se me entendes, se me ouves, se me queres, e se ao fim de tudo, dentro de ti, ainda me procuras. 

segunda-feira, 25 de junho de 2012

σѕ нσмєηѕ, νєяηιzєѕ, ѕαℓτσѕ αℓτσѕ є ∂σяєѕ ησѕ ρéѕ. α ѕιησηiмια


Parece não haver semelhança, certo? Eu ajudo.
Ontem, estava eu numa demanda por um verniz cor-de-rosa, quando notei, no meio de tanto verniz, que os vernizes e os homens têm semelhanças incríveis!
Bem, talvez eu pusesse de parte a secagem rápida, mas sim.
Em primeiro lugar, ambos têm muitas utilizações. Ambos nos irritam profundamente quando estão gastos e já não há mais nenhum, porque eram edição limitada.
Ficam bem nas nossas mãos, e alguns até nos pés. Também “saem fora dos eixos” e borram a pintura toda. O que não é NADA boa ideia.
Tal como o verniz, os homens são postos na prateleira. Há de diversos tamanhos , marcas e feitios. E quando temos um, há sempre um sujeito ou uma sujeita que pergunta onde arranjámos.
Há quem não goste, há quem adore, há quem goste de vários. Há quem só queira um, e quem tenha dezenas deles, e não goste de nenhum. E sim, isto é válido tanto para os homens como para o verniz.
Há aqueles que precisam de segunda camada, os que brilham no escuro, os com brilhantes, os endurecedores, e os edição limitada. E, tal como os vernizes de edição limitada, a partir do momento em que eles existem, temos de palmilhar muito para obter determinada coisa. Enfim, é a vida! 

Quanto aos sapatos de salto alto... Deixam as raparigas bonitas, o que me faz ter a certeza que uma mulher amada, é uma mulher bonita. Isto relaciona-se porque os homens (decentes) dão-nos segurança. Tal como os saltos altos de plataforma. 
Depois há aqueles que são confortáveis e que mesmo que doa um bocadinho ou faça bolha , não nos conseguimos separar deles. E depois há aqueles que fazem bolha, calo, e doer para carago, e mesmo assim continuamos a insistir em usar os raios dos sapatos, como se um dia aquilo fosse mudar. Aquilo pode mudar um dia, mas também pode não mudar. Mas a esperança mantêm-se.
Há aqueles em que vamos a andar na rua e partimos o salto. E quando se parte o salto entra-se em pânico. 

E, como pessoa que adora ténis, não quero dizer que os homens sejam algo acessório,  mas como eu já ensinei á minha pequenina, as princesas precisam de príncipes, mas as guerreiras salvam-se sozinhas. E olha que normalmente, se a princesa não se mexe, é comida pelo dragão.